terça-feira, 18 de agosto de 2015

Mobilização Freemind

História

Numa madrugada em São Paulo, um encontro com um jovem dependente, machucado e faminto. Foi assim que tudo começou. Após mais dois encontros sucessivos com dependentes, atendendo aquilo que dizem ser “um chamado de DEUS”, sensibilizado, um grupo de pessoas se uniu para tentar fazer algo em favor de uma causa que há tempos assusta e entristece a sociedade brasileira: a dependência química.

Mobilizados, empresários, profissionais liberais, religiosos e dependentes em recuperação, iniciaram uma verdadeira cruzada. Após a realização do 1º. Congresso Internacional Anti Drogas em janeiro de 2013 no Anhembi, bancado integralmente pela iniciativa privada, várias ações foram realizadas com o objetivo de prevenir as pessoas sobre os malefícios das drogas lícitas e ilícitas. Realizamos também um segundo Congresso em Atibaia, em abril de 2014, que junto ao primeiro trouxeram capacitação a mais de 2200 congressistas de 220 cidades e 23 estados. Já realizamos o que chamamos de “Viradas da Prevenção” em duas cidades, as quais já atingiram mais de 50 mil alunos em dois anos, passando por mais de 68 escolas destes dois municípios, contando com a ajuda e participação de uma equipe operacional de 60 pessoas.

Tudo isto só tem acontecido graças aos grandes parceiros do Freemind como, Instituto Padre Haroldo, Academia de Inteligência do Dr. Augusto Cury, Dunga da Canção Nova, Arte pela Vida da Comunidade Recado, Doutores da Saúde do Hospital Universitário da USP, Aliança de Misericórdia, Fazenda da Esperança, entre muitos outros que estiveram conosco desde o início. Hoje temos a certeza de que nossas ações salvaram vidas e com muita força e fé continuaremos agindo para que nossas crianças e jovens não precisem entrar neste mundo. Mas o mais importante foi que aprendemos que acima de tudo existe um Deus que nos guia, para construirmos cada vez mais uma fortaleza que salvará e guiará muitos pelo caminho do bem. Seja Freemind, mania de ser feliz!

Nossa Missão

Mobilizar a Sociedade contra a grande dor e sofrimento que as drogas lícitas e ilícitas trazem a família.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Primeiro Passo, saia da negação.

Princípio 1 – Reconheço que não sou Deus. Admito que sou impotente para controlar minha tendência de fazer as coisas erradas e que a minha vida está fora de controle.

“Felizes os que sabem que são espiritualmente pobres”

1º  Passo - “Admitimos ser impotentes diante de nossos vícios e comportamentos compulsivos e que nossas vidas se tornaram ingovernáveis”

“Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo”. Rm 7.18 NVI

O que é negação?

“um falso sistema de_crenças_sem base na realidade”“um comportamento auto-protetor que nos impede de encarar honestamente a verdade”

“É impossível curar a ferida dizendo que ela não existe.”

Jr 6.14 (BV)

Efeitos da Negação:

1. Danifica seus sentimentos

2. Desperdiça sua energia

3. Estanca seu crescimento

4. Isola você de Deus

5. Aliena você dos seus relacionamentos

6. Prolonga sua dor

Sair da Negação, muitas vezes, requer um confronto doloroso com as conseqüências de nossa dependência ou vício, que chamamos de sentir-se “no fundo do poço”.Confronto doloroso pode ser:

Problemas de natureza física e saúde;Problemas financeiros;Problemas emocionais – crises nos relacionamentos com alguém que amamos;Problemas com a vocação ou desemprego;Problemas de natureza espiritual, sentindo-se longe de Deus

Um convite para você nesta noite: Saia da Negação.

Tire sua Máscara!!!

“E conhecerão a verdade, e a verdade vos libertará.”

João 8.32

domingo, 9 de agosto de 2015

Augusto Cury lança bíblia de estudo e diz ser um “cristão sem fronteiras”

O psiquiatra e escritor Augusto Cury, conhecido por seus livros de sucesso, vai lançar uma bíblia de estudo: a Bíblia King James Atualizada “Freemind”, pela Editora Abba Press. O evento de lançamento vai ocorrer no dia 05 de julho, na Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo (SP). 
Além da clássica versão King James, a Bíblia também traz cerca de 200 páginas com a tese de doutorado de Augusto Cury, chamada de “Freemind – Mentes Livres” com 24 princípios básicos, além de reflexões, exercícios e dinâmicas, que podem ser praticadas em grupo ou individualmente. A metodologia traz ferramentas psicossociais que auxiliam os usuários de drogas/álcool a lidar com suas mentes.

Na entrevista a seguir, Augusto Cury admite que já foi “um dos maiores ateus que pisou nesta terra. Mas depois de estudar a personalidade de Jesus sob o crivo da ciência, percebi claramente que ele não cabe no imaginário humano. Tornei-me um cristão sem fronteiras”.

1. Como a psiquiatria pode contribuir para uma leitura mais profunda da Bíblia? E como a Bíblia pode contribuir para um olhar mais maduro da psiquiatria? É possível fazer a relação entre as duas?

A psiquiatria é uma área nobre da medicina que estuda a mente humana e procura tratamentos científicos para os transtornos psicológicos. Importantes descobertas da ciência chegaram à conclusão de que na base de muitas doenças psiquiátricas, há, além de fatores genéticos e predisposições familiares, causas relacionadas à falta de proteção emocional, crise no gerenciamento da mente, traumas, perdas, sofrimento por antecipação, conflitos na relação entre pais e filhos e entre casais.

Mais de três bilhões de pessoas, mais da metade da população mundial, cedo ou tarde desenvolverão uma doença psíquica. E elas não escolhem cor, raça, religião, cultura. E a minoria vai se tratar. E o tratamento é caro. Por isso desenvolvi o “Freemind” e o estou disponibilizando gratuitamente. Embora as editoras que o publiquem, como a Aba Press, tenham seus custos e necessitem cobrar pelos livros, mas eu não recebo literalmente nada, a não ser o prazer em contribuir com a humanidade. 

Aprender a doar-se sem esperar o retorno, entender que por detrás de uma pessoa que fere há uma pessoa ferida, colocar-se no lugar dos outros, nunca exigir o que os outros não podem dar, aprender a arte de perdoar e de se perdoar, contemplar o belo e conquistar aquilo que o dinheiro não compra, são ferramentas psicológicas fundamentais que constam tanto da psicologia moderna como do pool de ferramentas que Jesus, como o Mestres dos mestres, ensinou e trabalhou amplamente em seus discípulos. O Freemind aborda todas essas técnicas. 

Essas ferramentas também constam do programa EI (escola da inteligência) para prevenir ansiedade e outros transtornos emocionais e desenvolver a inteligência socioemocional das crianças. Eu não apenas renunciei aos direitos autorais do Freemind, mas também aos direitos do programa EI. O Freemind é para os adultos e a EI é para entrar na grade curricular das escolas das crianças e adolescentes. Pais e diretores de escolas deveriam conhecê-lo com urgência. É como uma vacina emocional. 

Como toda vacina nenhuma é 100% segura, mas pode ser extremamente útil. Seu filho sabe proteger a emoção e lidar com a ansiedade? Tem autoestima sólida e sabe se colocar no lugar dos outros? Pense nisso e acesse contato@escoladainteligencia.com.br. Quem quiser acessar o Freemind, além da versão King James, acesse o site do escritor.

2. Muitos relacionam a religião com fanatismo e, consequentemente, com desequilíbrios emocionais e mentais. Que contribuições o Cristianismo poderia dar para nossa saúde mental e emocional?

O fanatismo, o radicalismo, a rigidez, a necessidade neurótica de estar sempre certo, são sintomas de doenças psíquicas. Se as religiões e as ciências humanas tivessem estudados as ferramentas psicológicas que Jesus utilizou na educação da emoção dos seus alunos ou discípulos, a humanidade não seria a mesma. Por exemplo, no exato momento em que Judas o traiu, ele não fechou as janelas do seu cérebro e, portanto, não reagiu por instinto, condenando e excluindo seu traidor. Ao contrário, para espanto da psiquiatria e psicologia, Jesus abriu as janelas da memória e deu uma resposta bombástica que retirou Judas das fronteiras das janelas Killer ou traumática. Como digo no livro “Felicidade Roubada, o Mestre dos mestres” abriu o circuito da memória do seu traidor.

O que ele fez? Conquistou o território da emoção para depois o da razão. Ele exaltou seu traidor, o chamou de amigo e lhe fez uma pergunta (Amigo, para que vieste?). Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para transformar os pequenos em grandes. Quase Judas reescreve sua história, corrige seus erros e se torna um grande pensador, mas infelizmente entrou numa janela Killer da culpa fatal e se autopuniu. Muitos pais e casais, inclusive cristãos, destroem suas relações, porque fazem o contrário do que Jesus fez. São especialistas em apontar falhas e criticar. Não entendem que ninguém muda ninguém. Temos o poder de piorar os outros e não de mudá-los. Só podemos contribuir com eles se aprendemos a elogiar antes de criticar.

Muitos religiosos fundamentalistas cometeram atrocidades em nome de Cristo, feriram, excluíram, mataram. Enfim, criaram um Cristo a imagem e semelhança da sua vaidade. Se de fato conhecessem o homem que dividiu a história, a humanidade não seria manchada de sangue, violência e hipocrisia ao longo das eras. Jesus foi “o poeta da generosidade” e da inclusão social. Investiu tudo o que tinha nos que pouco tinham. Nunca pressionou ninguém a segui-lo. Não queria mentes adestradas, mas mentes livres que o amasse o seguisse espontaneamente.

Os ensinamentos do maior educador da história é um convite a sabedoria, a tolerância e a saúde emocional.


3. Você é cristão? Qual sua experiência de fé?

Fui um dos maiores ateus que pisou nesta terra. Mas depois de estudar a personalidade de Jesus sob o crivo da ciência, percebi claramente que ele não cabe no imaginário humano. Tornei-me um cristão sem fronteiras. Mas não defendo uma religião, e dentro das minhas limitações procuro como escritor através do Freemind contribuir com a saúde emocional de todos os homens. Escrevo para dezenas de milhões de pessoas, inclusive para acadêmicos e ateus. 

Tenho amigos íntimos e preciosos no protestantismo, no catolicismo, no budismo em outras religiões. Acho importante que as pessoas através de suas religiões busquem ao Deus Vivo. Mas não podemos esquecer que uma pessoa é verdadeiramente madura quando ama os que pensam diferente e tem um caso de amor com a humanidade, como amplamente fez Jesus, caso contrário irá atirar pedras. A única vez que ele aceitou estar acima dos homens foi quando tremulava sobre um madeiro. Ele desculpou seus torturadores e abraçou o condenado ao seu lado como um príncipe, mesmo sem usar os braços e ainda protegeu sua mãe com a expressão “mulher, eis ai teu filho”. Parece fria a sua resposta, mas foi carregada de afeto. Lembrou-se que Maria era a mulher das mulheres, mas um dia ela o perderia. Pediu que Joao cuidasse dela em seu lugar. Ele foi Freemind, teve uma mente livre, mesmo quando o mundo desabava sobre ele. Quem reagiu como ele na história? Freud, Einstein, Marx, Spinosa, Sartre, Kant, Hegel?

Como digo no livro “Pais inteligentes formam sucessores e não herdeiros”, ele formou pensadores ou sucessores que construíram seu legado e se curvaram em agradecimento a tudo e a todos e não herdeiros irresponsáveis, ingratos, flutuantes e imediatistas e que vivem na sombra dos seus pais e líderes. Ele foi Freemind e produziu inúmeros Freeminds. Quanto ao que sou, minhas interpretações e minha história gritam por mim mais do que minhas palavras.


***
O diretor editorial da Abba Press e presidente da Sociedade Bíblica Ibero-Americana no Brasil, Oswaldo Paião, explica mais sobre esta edição King James:
1. Como você poderia descrever a Bíblia Freemind. É uma Bíblia de estudo? Qual o conteúdo desta edição? Como ela pode ser útil para os seus leitores?

Sim, a Bíblia King James Freemind é uma edição de estudo; reúne o melhor da erudição na tradução dos mais antigos manuscritos bíblicos nas línguas originais (hebraico, aramaico e grego) com a tese de doutorado do conhecido médico, psiquiatra de escritor cristão Dr. Augusto Cury, que para essa edição da King James Freemind crio uma série de exercícios práticos, a cada capítulo da obra, a fim de cooperar com os leitores em suas aplicações diárias. O leitor vai compreender passo a passo que pode sair de um ponto em sua existência para uma dimensão muito mais feliz e livre dos condicionamentos impostos por nossa sociedade (o que o autor chama de “janelas Killer”). É ao abrir de “janelas Light” – ou seja, novas e maravilhosas formas de responder aos problemas e à vida – que o leitor vai alçar voo em sua jornada rumo ao céu. Como nas palavras do Apóstolo Paulo em sua carta à igreja em Roma: “Portanto, caros irmãos, rogo-vos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto lógico” (Rm 12.1 KJA), compreendendo que o significado da expressão grega “logikos” é um viver totalmente “espiritual” cuja “razão” não está nos formalismo da lei nem nos rituais e formalismos do templo, mas em um estilo de vida de profunda comunhão de amor com o Espírito de Deus, o que proporciona a verdade libertação da alma (e da psique) de todos os bloqueios, traumas e condicionamentos sociais e psicológicos (1Pe 2.2 KJA).

2. Qual a contribuição do Dr. Augusto Cury para esta edição da Bíblia King James?

Essa edição de estudo da Bíblia King James Freemind é composta do texto bíblico completo (AT e NT), e ao final, cerca de 200 páginas com a tese do Dr. Augusto Cury, chamada de “Freemind – Mentes Livres” com 24 princípios básicos, além de reflexões, exercícios e dinâmicas, que podem ser praticadas em grupo ou individualmente.

3. Do que se trata a Conferência Freemind? É um projeto a longo prazo?

A Conferência Freemind, que ocorrerá no próximo dia 05 de julho no auditório da Igreja Batista do Morumbi, é um dia dedicado pelo Dr. Cury a ensinar como os leitores poderão colocar em prática as ferramentas e princípios da sua tese de reprogramação mental, emocional e espiritual a fim de que novos horizontes de felicidade sejam experimentados e a libertação de eventuais amarguras, traumas, vícios, sistemas nervosos e de autopunição (culpa) sejam equacionados e tratados. 

4. Qual será o tema da palestra do Dr. Augusto?
A palestra do Dr. Cury será das 9h30 às 13h30 basicamente sobre o Freemind e sua aplicação prática à vida de cada pessoa e seu circulo de amigos. No final, o Dr. Cury trará uma aplicação especial dos conceitos Freemind para o viver em família e especialmente entre marido e mulher.

FREEMIND - Palestra Augusto Cury




Renato Russo: leia trecho do diário do rehab 'Só por hoje e para sempre'

Para tratar do vício em álcool e drogas (cocaína e heroína), Renato Russo, o líder da Legião
Urbana, passou 29 dias internado na clínica na clínica Vila Serena, no Rio, entre abril e maio de
1993.
O cantor e compositor, um dos principais nomes do rock brasileiro dos anos 1980 e 1990, registrou
todo o período de reabilitação. O material foi reunido e sai agora em livro, "Só por hoje e para
sempre – Diário do recomeço" (Companhia das Letras).
Neste sábado (25), um evento no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP) marca o
lançamento da obra. Haverá exibição do filme "Faroeste caboclo" e do documentário "Rock Brasília
– Era de ouro", além de debate, show e karaokê. A entrada é franca, mas algumas
atividades são sujeitas à lotação do auditório.
Em meio a desenhos, cartas, anotações e bilhetes, "Só por hoje e para sempre" traz reflexões e
lembranças de Renato Manfredini Júnior, nome verdadeiro do músico. Ele fala sobre as relações
com os parceiros de banda, amigos, família, aborda a homossexualidade. Nascido em 1960,
Renato morreu em 1996, aos 36, em decorrência da Aids.
Quem assina a introdução do livro é o único filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini. Sobre a
internação, Giuliano escreve: "É um período crucial em sua vida, ao longo do qual ele se dedicou a
um profundo (e por vezes doloroso) processo de autoconhecimento, reflexão e busca pela vida. A
leitura deses escritos permitirá aos leitores se aproximar de um Renato Russo que poucos tiveram
a oportunidade de conhecer. Um Renato Russo íntimo: detalhista, sentimental, generoso".
Leia, abaixo, trechos de "Só por hoje e para sempre", diário de Renato Russo:
"1. MEU TRABALHO
Por volta de 1984, antes de lançarmos nosso primeiro disco, estávamos em São Paulo para uma
apresentação no clube Rose Bom Bom (uma casa new wave da moda na época, com capacidade
para um público de trezentas pessoas) e subi bêbado ao palco, o que atrapalhou minha dicção e
deixou os outros membros da banda muito chateados (exceto o baixista, que também estava mais
para lá do que para cá). O público não notou nada, porque nossa música na época era muito
barulhenta e todos acharam que minha performance era parte do show. Não era, eles adoraram de
qualquer jeito, mas fiquei muito descontrolado e (como sempre) sozinho depois do show porque
ninguém queria falar comigo (acharam que tinha sido um desastre). Eu bebi mais (é claro) e achei,
com arrogância, que isso era um comportamento tipicamente rock ‘n’ roll, quando na
verdade era antiprofissionalismo mesmo.
Nossa pior apresentação deve ter sido em Angra dos Reis, em 1985, quando, além de beber, usei
cocaína. Era um festival com várias bandas, pessimamente organizado. Não houve passagem de
som e as guitarras estavam desafinadas e eu desafinei o tempo todo (logo eu, eleito o melhor
cantor de rock pela revista Bizz e JB por seis anos seguidos). Se estivesse sóbrio, teria controle
sobre a situação, em vez de insistir que o erro não era só meu (o que de fato não era, mas, sendo o
líder da banda, a responsabilidade foi minha). Por acaso nosso técnico de som gravou a
apresentação e fiquei a noite inteira ouvindo aquilo, muito, mas muito chateado e frustrado. Me
senti um perfeito idiota e prometi que isso nunca mais iria acontecer. Me senti muito mal depois,
emocionalmente.
Até que em 1988 (eu acho) veio o pior incidente: tivemos que cancelar um show após a terceira
música porque, além de não ter descansado, não me alimentei o suficiente e na noite anterior fiz
uso abusivo de álcool (e vários outros químicos), o que minou meu stamina, e entrei em pânico
completo ao subir no palco e verificar que estava passando mal e sem voz. Isso se deu em Patos
de Minas. Fizemos o show no dia seguinte, mas aí o público já havia destruído parte do ginásio e
haveria notas em todos os jornais sobre o “incidente”. O show foi espetacular, mas,
de acordo com o médico que me atendeu, minha pressão estivera tão alta que eu poderia ter
morrido ali mesmo, de um enfarte ou coisa parecida. Legal, né? Tive muito medo. Muito. E depois
disso nunca mais deixei essa situação se repetir por minha causa.
2. MINHA SAÚDE
Quase o.d’d* três vezes (uma vez no Rio, em casa, após uso intenso de cocaína e álcool e
novamente sem me alimentar, só na base do iogurte — outra no Rio também, e dessa vez
tive que pedir para chamarem um médico em casa — e a pior de todas em Brasília, onde
estava com um parente meu e fui parar no hospital já quase morto eu acho, em pânico, com
taquicardia etc.).** Parei então de usar cocaína e concentrei-me no álcool, o que deve ter me
levado a uma reação alérgica tão forte toda vez que bebia um gole somente que fiquei abstêmio
por mais de dezoito meses. Aí eu só fumava haxixe. Legal, né? Tive uma hepatite B séria (muito
séria aliás), certamente ligada às falhas na minha alimentação. Nunca gostei muito de comida por
alguma razão e não comia mesmo. Cheguei aos 50 kg (o que para minha altura, 1,76 m, me fazia
parecer alguém com anorexia nervosa etc.). Fiz terapia após esse susto da hepatite e fiquei dois
anos sem beber (usei haxixe, downers e heroína no intervalo anterior a isso e maconha no final
desses dois anos, 1990-92). Tudo isso foi extremamente prejudicial à minha saúde, senti culpa,
medo e vergonha, e minha família e amigos ñ sabem como continuei vivo. Legal, né?
* Morri overdosed.
** Após três dias de uso contínuo de cocaína e só. Nada de comida.
3. MINHAS FINANÇAS
Nunca tive problemas com dinheiro — os estou tendo agora. Antes chegava ao absurdo de
Gastar us$ 40 000 (quarenta mil dólares) em viagens (como a que fiz para ny e S. Francisco em
89). Com a dose de Black Label a seis dólares (bebia no mínimo dez doses por dia, isso por três
meses) e a garrafa de Chivas Regal 25 a us$ 80, dá para imaginar o quanto joguei fora (além de
gracinhas do tipo dar notas de cem dólares para mendigos e homeless people etc.). Ganhei muito
dinheiro antes do Plano Collor e mais ainda depois, tenho casa própria, carro etc., mas deveria ter
muito mais. Não tenho um histórico tão trágico qto. O de muitos dependentes (que perderam tudo),
mas não tenho, no momento, grandes reservas para o futuro e é agora que as coisas estão ficando
apertadas, porque meu dinheiro está se acabando e eu me sinto um perfeito imbecil por causa de
tudo isso. Poderia ter contribuído p/ ajudar alguma ass. de caridade, ajudar a mim mesmo com
terapia (bem antes do que comecei, só em 1990) etc. etc. etc. Poderia ter viajado p/ a Europa (que
ainda ñ conheço), mas certamente morreria de overdose de heroína (minha droga favorita, além do
álcool) em Amsterdam ou algum lugar. Me sinto horrível, culpado e, novamente, um perfeito idiota
com tudo isso. Legal, né? (Heroína é us$ 250 o grama.)
4. MINHA REPUTAÇÃO (MORAL, FAMA, COMO AS PESSOAS ME CONSIDERAM):
Me acham louco, é claro. Não só por causa de meu não conformismo (sou considerado polêmico
por ter assumido meu homoerotismo publicamente em entrevistas e em shows), mas até por
referências à minha dependência química (e dependência química em geral) em algumas de
nossas canções. Também porque o público em geral parece exigir um comportamento dionisíaco
de um artista e a reação nas apresentações ao vivo (principalmente quando danço ou finjodesmaios ou — pasmem — simulo masturbação no palco) é sempre a mesma:
“Esse cara deve ser muito louco, meu”. Além do fato de que a maior parte das
pessoas acha que só alguém que não é “normal” escreve canções
“profundas”, ou com conteúdo poético acima do normal, que tocam a sensibilidade de
todos de um jeito especial. Naturalmente, os escândalos, meu comportamento agressivo quando
bebo e até aspectos privados de minha dependência chegam ao público (e existem também os
boatos — nunca se acerta, mas, como é de praxe nestes casos, chega-se perto da verdade:
já estive internado em vários hospícios, meu uso de drogas é homérico — embora não faça
apologia das drogas em minhas canções, pelo contrário — e até já “morri”
umas duas ou três vezes. Já tive que telefonar e avisar meus familiares que continuava vivo, sim,
qdo. uma rádio em sp deu boletins sobre minha suposta “morte” ou
Desaparecimento). Isso tudo é ótimo em nível de trabalho (publicidade gratuita) mas péssimo qto. à
família, amigos e pessoas sensatas. O comentário típico é: “Mas logo ele, tão talentoso e
inteligente, se destruindo desse jeito…”. Todos parecem saber que tenho problemas,
mas a atitude em relação ao artista parece ser: ele/ela é assim mesmo, é o preço da fama (vide
Cazuza, Raul Seixas, Rita Lee, John Lennon, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain
— sem comparações, é claro). No momento minha reputação é péssima, e isso devido a
incidentes que realmente aconteceram: problemas com seguranças em shows, violência física e
verbal de minha parte, instabilidade emocional, escândalos públicos, e tudo por conta de drogas e
álcool. Me sinto envergonhado e confuso por tudo isso e muitas vezes me questionei, por me sentir
culpado de não estar sendo um bom exemplo para a juventude. O que eles parecem querer, no
entanto, é um “mau” exemplo — um bêbado drogado que por acaso consegue
ter a sensibilidade para fazer música que vai direto ao coração de cada um. De dois meses para cá,
qdo. cheguei ao “fundo do poço”, a imprensa começou a acompanhar meu caso com
o interesse mórbido e sensacionalista próprio dos meios de comunicação de massa, e me dói muito
ver meu rosto, nome e vida estampados nos jornais, junto com toda a vergonha e insanidade de
meus atos. E tudo tem um fundo de verdade, já que realmente cheguei a perder o controle de
minha vida — me sinto péssimo com isso."

sábado, 8 de agosto de 2015

Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.

Você vai se defrontar com perguntas, perguntas difíceis, a cada dia da sua vida. As respostas certas são fáceis de serem encontradas se você se humilhar diante de Deus e confiar Nele em todas as questões. Mas os homens têm dificuldades com esta simples solução - eles são orgulhosos demais para admitirem sua ignorância; têm medo demais de enfrentarem a multidão; e acreditam que podem encontrar uma solução viável.


O provérbio de hoje está entre dois outros que permite entender o sentido correto e a ênfase dada. O versículo anterior nos ensina a confiar no SENHOR e a rejeitarmos totalmente o nosso próprio entendimento (Pv 3:5). Não podemos nem mesmo nos inclinar aos nossos pensamentos numa determinada questão! E o versículo posterior nos adverte contra qualquer confiança que possamos ter com relação à nossa própria sabedoria; devemos temer ao SENHOR (Pv 3:7).

Você pode encontrar o caminho para as complicações da vida, se você reconhecer o SENHOR em todos os teus caminhos. Reconhecer o SENHOR é admitir que Ele é infinitamente sábio. Ele tratou de cada questão, e você deve obedecê-Lo. Você teria um único caminho diante de cada decisão, se você já não criou outras ao consultar o seu tolo coração ou os corações tolos dos outros. Senhor, nos dê um coração que só reconheça a Ti!

A Bíblia é a vontade de Deus para a sua vida - em qualquer assunto com que você vai se defrontar (Dt 29:29). Ela pode tornar ministros perfeitos quando eles ignorarem e rejeitarem as opiniões de homens (IITm 3:16-17). Se você não consegue achar as respostas na Bíblia às suas perguntas, a culpa é sua ou do seu pastor, não do seu Autor! As respostas estão ali; você só precisa encontra-los! Senhor, nos ajude!

Leia estas palavras de peso acerca da Bíblia: "Por isso, tenho, em tudo, como retos todos os teus preceitos e aborreço toda a falsa vereda." (Sl 119:128). Leia-os novamente! Qualquer atitude em relação à Bíblia fora desta confissão não estará reconhecendo a Deus; você está indo direto ao abismo da confusão humana (Is 8:20-22ICo 1:18-20).

Você o reconhece em todos os teus caminhos? Punição física aprimora as crianças, apesar do que Benjamim Spock e outros tolos imaginam (Pv 22:15; Pv 23:13-14; Pv 29:15). O batismo é por imersão, apesar daquilo que o Papa ensinou a João Calvino (Jo 3:23; Rm 6:3-5IPe 3:21). Salomão ensinou a melhor posição para fazer amor, apesar do que o Kama Sutra e os idólatras orientais pensam (Cânticos 2:6; Cânticos 8:3).

A Bíblia responde a todos os teus caminhos! Reconheça-O em todos os teus caminhos! Quando tratando com um inimigo, perdoe-o e ore por ele (Pv 19:11; Mt 5:43-48Rm 12:17-21)! Quando estiver considerando opções de enterros, a cremação é pagã (Gn 23:1-20Dt 12:29-32Dt 21:22-23Dt 34:5-6). Se você ofendeu alguma autoridade, uma resposta branda é o que mais funciona (Pv 15:1; Ec 10:4). Reconheça o SENHOR: Ele lhe dirá, "Este é o caminho, andai por ele." (Is 30:21). A Bíblia tem respostas para todos os seus caminhos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Provérbios do dia.

Provérbios 28:20

O homem fiel abundará em bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará sem castigo.

Você gostaria de ficar rico rapidamente? Arrependa-se! Este é um desejo pecaminoso e arruinará a sua vida. Isto deforma o seu juízo, cria muitas tentações para a sua alma, e fará com que tanto as leis naturais como as sobrenaturais ajam contra as suas finanças. Ao invés disso, trabalhe bastante em um emprego nobre e útil e espere a abundância das bênçãos naturais e sobrenaturais sobre você (Pv 28:19,21-22).

 

Há um contexto para este provérbio. O homem fiel mencionado em nosso versículo do dia é um homem financeiramente fiel, um que rejeita pessoas vãs e que trabalha diligentemente na lavoura (Pv 28:19,21-22). Deus promete a prosperidade a homens que não se distraem pelas desilusões de rápido sucesso financeiro. Mas ele adverte os homens ávidos, que se agarram às idéias de enriquecimento rápido, a respeito do juízo vindouro.

 

A fidelidade aqui é um esforço constante, perseverante e firme numa profissão ou num negócio. Ela se contrasta com as ações impulsivas e imprudentes de um homem impaciente a respeito de dinheiro e ávido por sucesso. Salomão sabia que os homens seriam tentados a desprezar empregos monótonos e/ou correr atrás de negócios e investimentos fraudulentos, por isso ele o avisou (Pv 12:11; 13:23; 14:23; 28:19).

 

A pressa distorce o juízo: ela reduz suas perspectivas e encurta os seus prazos, arruinando o sucesso maior de um plano a longo prazo (Pv 6:6-8; 12:11; 13:4,23; 14:4; 30:25). A pressa também fala de tentações que destroem homens gananciosos (Pv 14:15; 15:27; 22:3; 28:21; ITm 6:6-10). A pressa traz, ainda, o julgamento natural e divino (Pv 20:21; 23:4-5; Ec 5:13; Lc 12:15-21).

 

Entenda a lição! Algumas pessoas cobiçosas compram bilhetes de loteria ou apostam nos cassinos! Ambos estão fadados ao confisco, levando-os à ruína! O único ganhador é o estado ou o cassino. O dinheiro perdido saiu das economias, o que compromete os investimentos futuros. A retirada dos "ganhadores" os torna em viciados. Um verdadeiro emprego fica monótono. Eles são gastadores tolos (Pv 18:9).

 

Esses idiotas não conseguem enxergar que as loterias são um esquema para taxar o pobre, que não tem renda nem ativos para serem taxados (ou inteligência para perceber que estão sendo taxados). A unidade governamental consegue fazer com que gastem impostos adicionais, aumentando a bolada acumulada. Qual é o resultado final todas as vezes? O estado ganha e o pobre se torna mais pobre todas as vezes.

 

Os cassinos apelam para os mais sofisticados. Las Vegas tem muito brilho, salas luxuosas, entretenimento ao vivo, um Buffet de comida, e bebidas grátis para abrir as suas carteiras. Com base em cuidadosas estatísticas, a casa permite ganhos com suficiente frequência para mantê-lo jogando até que você se torna propriedade deles.

 

Considere outro exemplo. Um homem desejoso de progredir rapidamente decide que ele não pode se dar ao luxo de contribuir financeiramente ao Senhor. Ele raciocina que se tornará um grande contribuinte assim que ele estiver financeiramente confortável. Ao roubar de Deus, ele aciona as leis divinas que o reduzem à pobreza, não importa o quão duro e com que esperteza ele trabalhou (Pv 11:24; Ag 1:5-10; Ml 3:8-12).

 

Outro homem decide não renovar o seu seguro de saúde. Afinal de contas, ele não tem feito nenhum pedido de reembolso nos últimos três anos! Ele coloca o valor do prêmio que pagaria pelo seguro em várias idéias envolvendo redes de vendas. Tendo violado uma lei da prudência ao se expor desnecessariamente ao risco, ele está falido no ano seguinte em razão de uma mastectomia de emergência de sua mulher (Pv 6:1-5; 27:12-13).

 

Outro homem se angustia por causa dos juros. Nos Estados Unidos, os bancos estão remunerando a 4% anualmente. Mas o seu esquema de rede de vendas mostra um retorno de 25%, garantido, anualmente! Ele se benze e investe no esquema Ponzi (*), mostrando à sua família a Mercedes que ele vai comprar em três meses. Quando a Polícia Federal telefona, os 4% passam a parecer como ouro! Mas é tarde demais! Sua pressa o levou a acreditar no impossível!

 

Um homem conservador ri destes exemplos. Ele é esperto demais para cair em qualquer esquema. Ele não vai roubar o Senhor. Ele vai contribuir com 12% todos os anos (o que lhe custaria só 7% depois da dedução dos impostos)! Ele ridiculariza os bilhetes de loteria e dos esquemas Ponzi. Ele trabalha diligentemente em dois empregos - até que acorda um dia com um ataque cardíaco, papéis de divórcio e filhos que o odeiam!

 

Outro homem decide que poupança afeta o seu estilo de vida. Ele para de poupar e entra no negócio de compra e venda de casas e carros. Ele quer a boa vida agora! Quando um grande negócio aparece ele não tem capital para investir. Quando ele perde o seu emprego por uma oferta pública de aquisição, ele não tem um fundo de emergência. Ele e a sua mulher terminam trabalhando lado a lado num restaurante "fast food"!

 

Outro homem é contador. Ele morre de vontade de ser o controlador. Quando o Diretor Financeiro lhe oferece a promoção para que inflacione os ganhos dos relatórios financeiros, ele raciocina que pode corrigir a mentira e o roubo a partir da sua nova posição. É apenas um pecado temporário. Por alguma razão, o Diretor Financeiro quer que ele repita novamente a operação no ano seguinte. Ele está condenado na sua posição tão sonhada!

 

É oferecido um suborno ao juiz que tem um coração cobiçoso para fraudar o patrimônio de uma viúva num testamento. Qual foi o seu último pensamento? Ele se certifica de que ela terá o suficiente para viver confortavelmente, mas interpreta o testamento em favor do seu benfeitor. Ele morreu lentamente de um doloroso câncer do cérebro dois anos mais tarde. Qual foi o seu último pensamento? Porque me esqueci do Juiz de todos os juízes (Sl 68:5; Ec 5:8)?

 

Um motorista de caminhão odiava ser conhecido como motorista de caminhão. Ninguém respeitava a sua profissão. Ele começou a desprezar o seu emprego. Quando um homem sempre sorridente, usando um relógio Rolex, dirigindo um conversível, lhe falou a respeito de um esquema multinível de enriquecimento de um sabão com preço exagerado, ele vendeu o seu caminhão e investiu tudo no esquema. A última vez que foi visto estava cavando sepulturas com uma pá, com uma garagem cheia de sabão!

 

Outro homem apurou as suas finanças de fim de ano. Sua folha de balanço mostrou pouco progresso. De que forma ele poderia se tornar rico nesse ritmo? O dia seguinte era o dia de declarar o seu imposto de renda. Surpresa! Ele falsificou, só um pouco, a sua devolução. A última vez que foi visto estava numa prisão federal, e nem tinha uma garage cheia de sabão!

 

Um homem fiel aceita o trabalho monótono que Deus lhe deu, trabalha diligente e pacientemente, poupa e contribui liberalmente, odeia mentiras e esquemas, evita riscos, é escrupulosamente honesto, se preocupa com amigos e inimigos, e confia no Senhor pelo seu pão diário. A última vez que ele foi visto, ele tinha um patrimônio de bom tamanho, vivendo com contentamento com a sua única esposa, e se deliciando com os seus netos.

 

(*) Um esquema Ponzi é uma operação fraudulenta de investimento que envolve o pagamento de rendimentos anormalmente altos ("lucros") aos investidores, às custas do dinheiro pago pelos investidores subsequentes, em vez da receita gerada por qualquer negócio real. O nome do esquema "homenageia" o fraudador Charles Ponzi.

O Caminho é esse...


O CAMINHO DA RECUPERAÇÃO É A HUMILHAÇÃO
João 21.1-25
"Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos." Eduardo Galeano

Durante sua convivência com Jesus, Pedro fez juras de amor e dedicação que impressionavam. O problema é que essas promessas ficaram apenas nas palavras. Quando Jesus mais precisou do apoio, da consideração e da ajuda de Pedro, este refugou e negou toda aquela dedicação que lhe havia prometido. Jesus foi abandonado também pelos outros discípulos.
Para tornar o caso ainda mais constrangedor, Jesus predisse que Pedro o negaria por três vezes. Dito e feito. Toda aquela situação ficou marcada na vida de Pedro. Jesus estava morto; como consertar agora?
Pedro não contava com a ressurreição. Apesar de ter sido anunciada por Jesus, os discípulos não entendiam ou não acreditavam nessa possibilidade.
Após a ressurreição, Jesus se encontrou com os discípulos, junto ao mar de Tiberiades ou mar da Galiléia, região de origem de boa parte dos discípulos, inclusive Pedro.
O encontro foi marcante: Jesus efetuou o milagre da pesca, os recebeu na praia, comeu com eles. Foi um encontro de restauração.
Desse encontro, podemos destacar a confrontação de Jesus com Pedro.
Numa perspectiva humana, agora poderia ser a hora da revanche.
“Que coisa, hem, Pedro!?”
“Que papelão!”
“Onde foram parar todas suas juras e compromissos para comigo?”
Jesus poderia estar magoado e se sentindo traído e abandonado por aquele que se dizia um fiel aliado.
Mas isso não aconteceu; pelo contrário!
Jesus teve uma atitude de restauração para com Pedro: questionou, confrontou, orientou e buscou um caminho juntamente com o apóstolo. Um caminho que o restaurasse emocional e ministerialmente, e o tornasse pronto a dar continuidade ao ministério que Deus lhe destinara.
Essa experiência de Pedro nos leva a algumas considerações a respeito da vida e do ministério cristão e nos ajuda a encontrar os caminhos para a restauração e o conserto daquilo que podemos chamar de desastres da vida.

1.DESASTRES NA VIDA

Na caminhada cristã, às vezes entramos por caminhos tortuosos, falhas, erros, pecados; situações que não pretendíamos viver nem jamais pensamos em estar envolvidos. Para melhor entendimento, gostaria de contar um caso. Para evitar constrangimentos, não mencionarei nomes, local, etc.
Certo pastor começou a aconselhar uma jovem – mãe solteira, carente de orientação e precisando de ajuda. No desenrolar dos encontros, acabou se envolvendo emocionalmente com a moça e teve um caso com ela. Adultério! Pecado, desgraça; a esposa ficou sabendo. A liderança da igreja o afastou das funções pastorais. De repente seu mundo caiu. Jamais pensou passar por isso, não planejou algo assim para sua vida. Sua esposa, seus filhos, parentes e amigos ficaram chocados com tamanha traição.
Não podemos justificar tal ato; ele escolheu pecar, e as conseqüências são de responsabilidade dele. Por outro lado, devemos, agora, buscar o caminho da restauração. Será que existe restauração? Existem formas de ajudar uma pessoa que passa por tragédias pessoais? Quais são os passos necessários para vencer as tragédias pessoais? Com consertar os erros praticados?

2.RECONHECIMENTO DOS ERROS E PECADOS

Por causa do orgulho, muitos não se levantam após a queda. O orgulho os impede de reconhecer seus erros; temem pela reputação – “O que os outros vão dizer de mim?” Impede-os de dar os passos necessários para que o coração se abra para consertar e mudar, que tenham uma atitude certa: Errei, pequei; creio que Deus me perdoa, vou dar os passos necessários para o consertar o que foi quebrado.
Alguém disse: “O bom piloto tem condições de perceber a abrangência da pane e as conseqüências da mesma”.
Na geralmente nestes casos, não existe um verdadeiro arrependimento, e, sim, constrangimento e profundo remorso por ter sido descoberto o pecado cometido. Ou então se busca uma série de desculpas; na maioria das vezes religiosas: foi o diabo; o inimigo quer acabar comigo; tudo isso foi causado pela inveja dos outros. Às vezes, essas questões procedem, mas, em grande parte dos casos, são pura desculpa.
Segundo as Escrituras, Deus cura os de coração quebrantado e cuida de suas feridas (Sl 147.3). Quebrantamento é a capacidade de reconhecer os erros, enfrentar as conseqüências destes e buscar ajuda do Senhor para se recuperar.

3.A DOR DO RECONHECIMENTO

Enfrentar os problemas não é fácil. Nós, os cristãos, conhecemos o versículo: “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido” (Lc 12.2). Contudo lutamos contra essa verdade, achando que nunca seremos descobertos.
Praticamos o pecado, incorremos no erro, lutamos contra nós mesmos, buscamos apoio e utilizamos diversas desculpas para continuar no erro.
Enfim acontece o que mais temíamos: o erro, ou o pecado, é descoberto; vêm a vergonha, a dor e a tristeza. E ocorre o pior: as pessoas que amamos, a quem nunca desejaríamos mal, acabam sofrendo por nossa causa; o pecado nunca fica no âmbito pessoal, outros sofrem conosco, são afetados, recebem o impacto dos erros cometidos. Em algumas situações acontecem traumas irreparáveis.

4. A DOR DA PERDA DO PODER
Perda da influência e da credibilidade é uma realidade que precisa ser enfrentada. Se pudéssemos medir a quantidade de perdas, certamente evitaríamos entrar em determinadas situações. Se conseguíssemos entender o grande amor que temos por nossos filhos, é claro que não entraríamos numa situação de adultério. Se percebêssemos o quanto machucamos nossa esposa, nunca praticaríamos nada contra ela. Nem magoaríamos nossos parentes, pais, amigos, etc.
Quando sofremos um conjunto de perdas, acumulamos um fortíssimo senso de baixa estima. A conclusão a que chegamos é que não temos nenhum valor.
“Deus não me ama!”
“Não mereço nem mesmo a morte!”
“Satanás teve uma grande vitória sobre minha vida.”
“Nunca mais conseguirei me recuperar!”

5.O CONFRONTO NECESSÁRIO

Carecemos de alguém que nos confronte, aponte nossos erros, com firmeza e objetividade, diga onde erramos e o que precisamos fazer para conseguir superar tudo e encontrar as soluções.
Quando temos a atitude certa e a disposição humilde de obedecer, encontramos a bênção do conserto.
Precisamos da confrontação. Ela é um grande estimulo para nossa vida, uma prevenção que nos ajuda a não afundar no lamaçal do pecado.
Confrontados em nossa vida familiar.
Questionados sobre nossa vida devocional, a oração e o serviço cristão.
Perguntados sobre a nossa vida financeira!
Como lidamos com nossos rendimentos?
Vivemos em pureza pessoal ou alimentamos impureza em nossa mente?
E outros confrontos próprios à realidade de cada pessoa.
Quando somos confrontados, precisamos entender que carecemos de humildade e de um coração sensível à voz de Deus.
Não podemos nos esquecer, de que Deus pode nos falar através de um irmão de nossa convivência.

6.OS CONSERTOS QUE DEVEM SER FEITOS
Pertencemos a uma geração que esconde os seus erros e foge deles. Nós nos iludimos, achando que os segredos resolvem todos os problemas; não estamos dispostos a reconhecer os erros praticados e a nos dirigir à pessoa ofendida e pedir perdão por aquilo que fizemos contra ela.
Aquele que roubou deve procurar a vítima e dizer de seu pecado e assumir seu ônus.
Aquele que defraudou precisa pedir perdão.
Aquele que ofendeu deve voltar e consertar. Pedir perdão ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, ao patrão.
Temos negligenciado essa verdade. E isso talvez seja uma das principais causas de depressão, ansiedade e de doenças psicossomáticas.

7. A LENTA RECUPERAÇÃO

Não devemos nos iludir, achando que só o fato de reconhecer os pecados praticados é suficiente para solucionar tudo. Algumas questões precisam ser resolvidas; curas precisam ser feitas; Deus precisa agir com sua infinita graça.
Relacionamentos precisam ser recuperados; a confiança perdida, resgatada. Algumas feridas necessitam de tempo para serem curadas.
Alguém disse: “Perdoar não é esquecer, mas sim se lembrar sem amargura.”

8. LIBERDADE PARA AJUDAR OUTROS

As Escrituras dizem: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). Deus pode usar toda situação e dor, marcas, cicatrizes e tristezas, para, no final, ajudar outras pessoas.
Tudo depende de nossa atitude, humildade, humilhação, reconhecimento do erro, disposição de mudar. Não podemos colocar a culpa nos outros nem no diabo, mas sim enfrentar os erros e pecados, conscientes de que Deus perdoa.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1.9.)
A recuperação é uma possibilidade, Deus tem interesse na restauração daqueles que pecam, o perdão é uma realidade, a perseverança deve ser uma forte marca na vida daqueles que precisam ser restaurados.

“ Tocadas por um coração carinhoso, estimuladas pela bondade, as cordas que foram quebradas vibrarão uma vez mais”. Fanny Crosby